Essa semana, vai fazer um mês que eu viajei para São Paulo. Nesse tempo, o trabalho aumentou bastante e até por isso eu não consegui atualizar o blog direito, mas nesse tempo todo eu queria bastante escrever sobre a viagem, e nunca tive tempo para isso. Mas então, a hora chegou. A cada dia eu vou escrever sobre como foi à ida dos alunos de Comunicação Social da Unisul para São Paulo…
Antes mesmo da viagem, no fim de semana, meus pais vieram para Tubarão me dar àquela ajudinha básica sabe? Arrumar as malas, organizar tudo, grana… E mesmo assim eu demorei um bocado para deixar tudo pronto no dia seguinte, tanto que o pessoal chegou a me apressar na segunda (22/9), o dia que parecia tão distante, mas que chegou rápido demais.
Desde que foi confirmada a data da viagem, lá pelo meio de junho, parecia que setembro iria demorar muito. Mas chegou voando. E acho que nas duas semanas que antecederam aquela segunda, a ansiedade tomou conta de todos.
Mas enfim, pessoal reunido na frente da faculdade, um monte de brincadeiras sobre o ônibus em que nós iríamos (fui eu que comecei várias delas por sinal) e quando ele chegou até que não parecia tão ruim… Essa idéia mudou no sábado…
O início de viagem é sempre legal. Todo mundo animado, cheio de energia, cantando, pulando como se a gente não tivesse que ficar 14 horas na estrada… Paramos para comer em algum lugar da Grande Florianópolis que eu nem imagino qual é… Depois da nossa “janta” o sono foi vindo, mas eu agüentei, já que queria esperar até a meia noite para dar os parabéns para a minha excelentíssima que estava fazendo aniversário… E sim, foi por muito pouco, já que o relógio mal virou, uma cambada de calouros apareceu para felicitá-la… Ah, eu tentei dormir depois disso, mas aquela mesma cambada começou a fazer um batuque emo… Era engraçado, já que sempre que eles erravam uma música, eles começavam novamente até acertar… E não é que os caras fizeram isso até com “Faroeste Caboclo” da Legião Urbana…
Finalmente consegui dormir, mas bem pouco já que durante a madrugada, paramos novamente para comer (essa gente só pensa nisso!) e eu fui obrigado a aturar minutos e minutos de piadas sobre Registro (até onde eu saiba, é um lugar que fica entre SP e PR). O preço das coisas lá onde estávamos (Fazendeiro… que é isso, meu Deus?) era absurdo… Tinha uma menina com um bolo de aniversário, e eu penso quanto será que ela pagou naquilo? R$ 250,00? Eu não comi nada, já que dentro do ônibus eu tinha uma mochila cheia de toddynho e pringles (a batatinha), e esse foi o meu café da madruga (já que eram 5 e pouco).
Depois de “dormir” mais um pouco (as aspas são pelo fato de que não tem como dormir no ônibus… até descansar é difícil…) já ficamos bem perto. E nessas horas, quando as poucas pessoas que também estão acordadas parecem zumbis, o que é nós fazemos? Cantamos!
A Aline (sou uma diva!) mostrou a música do cavalinho… Aquilo era um absurdo. O coitado do cavalo levou até uma dedada… E a Lu começou a cantar aquele que foi o grande hit do passeio… “E a barata… comeu meu chocolate…”. Hoje eu ainda me pego cantando essa pérola!
Depois de mais um pouco de sono (e você deve estar pensando, esse desgraçado dormiu o tempo inteiro, nem aproveitou a viagem), chegamos na megalópole brasileira… Passamos na frente do Hilton, do Credicard Hall… Do Hilton de novo… Oh meu Deus, mais um Credicard Hall… Não, era o mesmo que nós já havíamos visto 18 vezes… Mas como os motoristas eram legais pra caramba, ninguém ligou para o fato de que estávamos perdidos…
Ah, e chegamos cedo demais, como eu havia previsto. Como não tínhamos nada para fazer, fomos para o Morumbi Shopping, gastar tempo e almoçar… Assim que as lojas foram abertas, eu não perdi a chance de entrar em dois lugares que eu sou apaixonado: A Saraiva Store e a Centauro. Depois, o pessoal se reuniu para um almoço reforçado (Big Mac com batatas e refri grandes, além de um Mac Duplo… o que foi? Nós estávamos com fome!).

(Morumbi Shopping)
Fora do shopping, partimos para a Globo (que por sinal ficava a uma quadra dali) para a gravação do Programa do Jô, e logo de cara um segurança já conferiu as identidades de todo mundo dentro do ônibus. Dentro do complexo, várias cadeiras, um monte de televisões que por algum motivo que eu não sei só mostravam a Globo… se eles tem milhares de TVs, e todas estão sintonizadas na emissora, é lógico que eles vão ficar em primeiro na audiência (rsrs).
Ah, quero aproveitar e abrir um parêntese sobre a propaganda política de lá… é lógico que aqui tem muita gente, mas lá os caras forçam a barra… Fora que tem uma infinidade de caras conhecidos, desde o Netinho (espancador de mulher repórteres e espero que não seja de blogueiros metidos a engraçadinhos) até o Dinei, é, aquele que jogava no Corinthians…
Ainda na Globo, esperamos, esperamos, levantamos para tomar um chocolate quente naquela máquina que tem que colocar a moeda, nesse meio tempo encontramos o Miltinho (baterista do Sexteto do Jô) e aproveitamos para tirar foto… sim, nós também temos momentos de tiete… depois esperamos mais um pouco, até que apareceu a chefe da segurança (Bruna era o nome dela… não vou me esquecer daquela voz insuportável) que nos obrigou a ver um vídeo tosco (gravado em fita VHS… na Globo… loucura heim)… E ela ainda disse “se eu notar que alguém não está prestando atenção, eu volto desde o início e todo mundo vai assistir de novo!”
Depois foi a vez de uma das produtoras do programa aparecer pra organizar a entrada do pessoal no estúdio. Por algum motivo que eu não sei, nós, que fomos os primeiros a chegar, ficamos por último na hora da entrada, ou seja, ficamos com os lugares que sobraram (ainda bem que eu peguei um lugar bom).
Ah, fomos obrigados a entrar depois do pessoal de Conchas. Maldito pessoal de Conchas. Eu nem ao menos sei onde fica, pode inclusive ser uma cidade linda, com pessoas legais, só que as criaturas que nós vimos lá no Jô nos deixaram com uma raiva desgraçada. Principalmente aquela camiseta amarela que tinha escrito “Conchas no Jô é chique!”… Pelo menos isso foi inspiração para muitas piadas (sim, a gente vive em função disso).
Quando entramos no estúdio, toda aquela indisposição sumiu… fomos recepcionados pelo sexteto (meu, eu tirei com a cara do Bira! E ele riu disso… não que isso seja difícil). Ao contrário do que parece na TV, o estúdio é pequeno. Quase minúsculo. Depois de sentados, vimos a apresentação de Marcos Casuo, palhaço do Cirque du Soleil, e que foi a única coisa que salvou a nossa terça (a gente nunca vai esquecer da “Tititica… bããã”). Só então chegou o Jô, mostrando que a TV é uma mentira. O show que nós tínhamos acabado de assistir era a o início e o encerramento de um dos programas. O outro início e encerramento era com uma cantora lírica (ou algo do gênero) que de tão boa, o gordo pediu para passar aquilo. Nem ele queria ter que agüentar… Depois ele gravou as chamadas para o programa e finalmente partiu para as entrevistas.

(precisa de legenda)
Ah, e eu não posso deixar de comentar sobre o cara mais legal lá… Sim, o Madruga é exatamente como aparece na televisão… gente boa pra caramba, e se emociona com tudo…

Primeiro ele falou com a atriz Viviane Pasmanter que está beeem decadente. Depois, ele entrevistou o jornalista Sérgio Cabral (sim, ele é pai do governador do Rio). O cara era amigo do Jô, então ficaram ali num papinho chato que acredito, só eles gostaram. Na seqüência, mas desta vez para outro programa, o papo foi com o diretor de uma companhia de teatro e um alemão que é manicure (ou manicuro, como ele gosta de se chamar), e que foi responsável por um dos momentos mais divertidos do dia, quando nós aproveitamos para tirar muito sarro de uma colega!
Todo mundo diz que o Jô é um grosso mal educado. Eu não tive essa impressão. O cara pode não ser o rei da simpatia, mas não achei ele o senhor do mal que todos falam. Ah, e o senso de humor dele é muito boa… Em um momento, enquanto gravava as chamadas, ele errou o texto e soltou um sonoro “gordo viado”. O que incomodou muito na gravação (tirando as entrevistas chatas e que pareciam não ter fim) foi o fato de que tudo lá era ensaiado. As risadas, os aplausos, tudo era mandado por uma produtora. Não que eu não soubesse disso, mas só estando lá para ver o quão chato isso é.
Depois da gravação, voltamos àquela sala de espera, dessa vez para receber o “lanche” antes de irmos embora. A coisa era tão boa… um sanduíche velho, um suco (sempre de um sabor que ninguém gostava), uma maçã e um bombom. Como eu não estava nem aí para aquilo, eu trocava tudo pelos bombons dos outros… O Rê por sinal não deve ter boas recordações do lanche…
Depois de saborear uns 4 bombons, eu aproveitei para tirar mais um cochilo. Boa escolha, já que o caminho entre a Globo e o hotel levou mais de uma hora. Quando eu acordei, já estávamos perto do nosso destino, mas eu estava estressado como há tempos eu não me via. Não consigo explicar os motivos, mas quem estava comigo viu que a coisa era bem feia. Tudo que eu queria naquele momento era chegar logo no quarto e poder deitar um pouco. Mas mesmo assim tivemos que esperar mais um tempão na frente do hotel, já que tinham que fazer o check in, e a pessoa responsável pelo nosso grupo deixou todo mundo ir na frente… É como se nós não tivéssemos importância…
Quando finalmente subi o elevador com aquelas duas malas, eu senti um alívio… Deitei naquela cama e pensei “PAZ”… só que ninguém esperava que em menos de 10 minutos, quando uma pessoa (que não é eu) foi tomar um banho na banheira, a água saiu do ralo com extrema violência. Em questão de segundos, o nosso quarto estava todo molhado… e como desgraça pouca é bobagem, a água tomou conta do corredor, desceu a escada e quase estragou o elevador. Demorou um tempão até que o pessoal do hotel viesse dar uma força.
Quando finalmente fomos mudados de quarto, vimos que nos mandaram para um que tinha apenas duas camas (sendo que estávamos em três) e como eu sou terrível no dois ou um, ou, par ou ímpar acabei ficando no colchão. Ou deveria. Já que quando todo mundo já estava dormindo, eu fui para o quarto das meninas, pois eu estava afim de conversar um pouco (nesse momento eu já estava calmo) e no fim eu acabei dormindo lá…
E assim terminou o primeiro capítulo da viagem… pode apostar que tem mais!