Sampa (parte 3)

Na quinta-feira o dia começou cedo. Cedo demais até. Lá pelas quatro e alguma coisa, eu pulei da cama, acordei o Rê e minutos depois já estávamos prontos para visitar a feira da madrugada do Brás (a princesinha não quis ir… Preferiu ficar dormindo). Por sinal, eu acho que foi gente demais… Teve gente que ninguém convidou e que se meteu no meio, e depois, ainda foi bem sacana no táxi, mas isso não vem ao caso.

O importante é que nós fomos super animados, e voltamos um tanto quanto frustrados. Lá não tinha nada que preste… Quem mandou a gente ouvir o pessoal que dizia que lá tinha coisas boas… Eu só comprei meias (pelo menos elas eram boas)… O Cris se divertiu bastante… Comprou até adesivos pra sobrinha dele (acho que eram umas 678 cartelas por um real). Ah, nós também compramos tamagochis… Sim, aqueles bichinhos “virtuais” que a gente brincava há 10 anos atrás… O motivo? É que o Rê ganhou um no amigo secreto, e daí todo mundo ficou com vontade de ter um também… Eu aproveitei tanto o meu que dei para a Gaby… hehehe

Mas apesar de não ter feito bons negócios na feira, eu pude, pelo menos, dar boas risadas… A todo momento nós fazíamos brincadeirinhas legais… E eu acho que vou demorar para esquecer a história do “chinesa! Não japonesa!”…

Antes das sete eu fui obrigado a tomar uma decisão. Ir para a 25, ou para a Galeria do Rock, com a Alissa e mais um pessoal (como eu havia prometido semanas antes)… resolvi escolher a 25 e a loucura que é aquilo tudo… Fomos a pé do Brás até lá… é amigo, nós nos arriscamos pelas ruas de São Paulo (como se milhões de pessoas já não fizessem isso todo dia… babaca)…

Chegando à rua cujo nome é o número do viado, mais um, eu vi coisas que já tinham acabado no dia anterior… Várias pessoas vendendo tudo que se pode imaginar, no meio da rua… As sete e pouco da manhã, aquele lugar estava completamente lotado…

Como se dinheiro nascesse em árvores, gastamos nosso suado dimdim de uma maneira um tanto quanto discutível… Compramos perfume, meia… Até almofadas do Chaves (eu comprei uma do keropi.. bem fofinha –ui– mas não era para mim).

A intenção era voltar ao shopping da 25… Mas o que nós não sabíamos é que os chinas são bem preguiçosos, e só começam o expediente depois das nove… Lembrando que as dez nós precisávamos estar prontos no hotel… Matamos o máximo de tempo possível esperando que o fuckin dammit shopping abrisse… Mas não ia adiantar, já que era o dia do rapa… Em questão de minutos, não tinha mais ninguém na rua…

Completamente quebrados, pegamos táxis para voltar ao hotel, mas levamos um belo calote dos motoristas (mas nada como os calouros babacas que tiveram que pagar 30 e tanto por um trajeto que custa menos de 10)… Ah, no hotel, na pressa conseguimos pegar o café antes que encerrasse e ainda descobrimos que quem foi para a Galeria do Rock se ferrou do mesmo jeito, já que lá não tinha quase nada aberto.

Pronto. Alimentados, e de banho tomado, estávamos pronto para mais uma viagem, sim, podemos chamar assim já que o percurso do hotel até o shopping Morumbi era de mais de uma hora. Para variar, eu dormi… Mas dessa vez eu me arrependi, já que nessa hora o Cris e o Rê estavam inspirados nos cortes à uma certa pessoa…

No shopping, a primeira coisa que a Angélica e eu fizemos foi ir até a Saraiva, para que ela pudesse comprar o seu tão esperado DVD da Avril Lavigne… Enquanto ela fazia alguma coisa que eu não me lembro (rsrs) eu fui procurar alguns CDs que o Raphael havia me encomendado. E não é que nessa hora eu achei justamente o que eu tanto queria (e que eu não havia achado na terça), o novo DVD do John Mayer… Eu tinha pensado em comprar o show do Maroon 5 ou do Fall Out Boy, mas no momento que eu vi o “Guitar God” eu não pensei duas vezes… Levei ele para o caixa com um brilho no olhar (*_*).

De compras feitas (e para variar, com menos dinheiro na carteira), era a hora do almoço, e os homens de verdade da turma (só lendo isso já se pode excluir uma pessoa) foram até o Mc Donald’s para apreciar a sua refeição de rei… Era a mesma que nós havíamos pedido na terça, só que nós trocamos o Mc Duplo por algum outro que eu não me lembro…

Depois disso, eu acompanhei o Cris até a Billabong Store… Pessoas que nem nós amam aquele lugar… Logo na entrada já vemos uma prancha autografada pelo Andy Irons… Nós só não amamos o preço de lá… Para ter uma noção, é o mesmo que as lojas de suf cobram, a diferença é que ali não tem 10% de desconto…

Junto com o Cris e sua “mini-sacola” corremos, já que estávamos atrasados… A gente já estava achando que todo o pessoal estava esperando a gente… aham sei… Quando nós chegamos no ônibus não tinha quase ninguém… A maioria do pessoal tinha ido bater foto no em cima do viaduto… Parece gente que nunca saiu de casa…

Daí em diante, o que se viu foi um festival de deja vus… Do shopping nós fomos para a Globo, dessa vez para a gravação do Altas Horas. Lá, esperamos no ônibus para que o segurança conferisse as identidades… O que mudou dessa vez pé que na entrada tinha uma produtora babaca vendo quem tinha roupa de marca e quem não tinha… Eu fui obrigado a entrar em uma fila só para colocarem uma fita isolante na minha camiseta… Então, esperamos mais uma eternidade, tivemos que ver o vídeo da Bruna de novo (não, não é a Bruna que você está pensando… essa não escreveu nenhum livro sobre aprendizado ou veneno de escorpiões… pelo menos até onde eu saiba).

Quando finalmente entramos no estúdio, eu quase não acreditei que aquele era o mesmo lugar onde foi gravado o Programa do Jô… é só ver ambos na TV… não tem como dizer que os dois são gravados no mesmo lugar… ah, e mesmo quando e sentei, tive mais uma encheção de saco… Tive que entregar a minha jaqueta para um cara, só por que ela tinha as listrinhas da adidas… Babaquisse…

(até a globo tem gambiarra… olhe o cenário… parte rasgada, parte grampeada…)

Tirando isso, tudo foi muito legal… não precisamos esperar muito até o início do programa… Rapidinho já apareceu a banda Altas Horas, e logo em seguida, o Serginho… O cara é super gente boa, conversava com todo mundo… Ah, e lá o pessoal pode ser verdadeiro… Não é que nem no Jô onde é necessário uma produtora pedindo palmas… Ali nós aplaudíamos por que tínhamos vontade… E por que a coisa é boa mesmo…

Entre os convidados, Reynaldo Gianecchini… Como eu fiquei com as fotos das câmeras de um monte de gente, eu me assustei com a quantidade de fotos que o pessoal tirou dele… e não foram só as meninas não… Não faltou marmanjo registrando os momentos dele lá…

Depois, apareceu a Débora Bloch, outra simpatia… A parte musical ficou com O Rappa (Falcão é rei!) e Lenine (blééé)… O programa seguiu num ritmo super agradável, até chegar ao momento mais punk da viagem…

Antes do início da gravação, o diretor havia nos orientado que se alguém quisesse protestar no púlpito, era só fazer uma fila em um determinado lugar. Pois então, na hora do púlpito o pessoal foi indo, meio devagar, e do nada eu pulei até lá… Eu me imagino de onde saiu coragem para que eu fizesse uma coisa dessas… Pelo que eu sei quase ninguém acreditou que eu estava lá… Ah, mas eu estava… Tremia demais, mas estava lá… Subi no púlpito, fiz uma brincadeirinha inclusive (“calma gente, que eu tô nervoso”) e falei o que eu tinha para falar…

Depois eu praticamente apaguei o resto da minha cabeça… eu só penso naquele momento maluco… Mesmo quando eu voltei para o meu lugar, continuei tremendo… e eu tenho tudo guardado… O DVD com o programa gravado está lá em casa, bem guardado e protegido! Ah, quem também participou foi o nadador paraolímpico Daniel Dias, o nosso Michael Phelps… E foi ele quem inspirou o nosso querido Madruga para falar a coisa mais legal de todas… Um discurso que coloca qualquer outro no chinelo… Pelo menos qualquer um proferido lá dentro. 

Depois do programa tivemos que esperar novamente para sair e pegar aquele lanche porcaria… Eu estava preocupado era com a minha jaqueta… Ainda bem que eu peguei ela antes que eu precisasse me estressar…

Na volta para o hotel, a mesma coisa de sempre… Cochilo durante todo o caminho… O pessoal saiu para jantar, mas eu não estava afim… Havia gastado demais durante o dia… Aproveitei para arrumar a mala (ou pelo menos começar) e descansar um pouco, já que desde a terça nós não parávamos… Eu queria estar na melhor forma possível para a sexta, já que nós íamos cansar bastante…

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