Sampa (parte 4)

O nosso último dia em terras paulistanas começou por volta das 7h30min… Bem mais tarde do eu estávamos acostumados… Que bom!

As oito nós já estaríamos no ônibus, rumo ao parque aquático Wet’n Wild, mas não é que o Thiago fez questão de terminar a mala totalmente em cima da hora… Sorte que eu não esqueci nada…

Tomamos o nosso cafezinho, colocamos a mala no ônibus e estávamos prontos para viajar… Não? Ah, é por que os malandros do hotel quiseram cobrar coisas a mais, e isso, como diria o narrador das propagandas da sessão da tarde, terminou em uma grande confusão… E não, nós não pagamos… Se eles querem dar calote em alguém que encontrem outros!

Por algum motivo, o parque aquático era o destino que o pessoal estava desdenhando… E não dá para esperar que a turma se animasse, já que justamente no dia que nós iríamos, fica frio e chove… E nesse momento, as forças rebeldes (na verdade, uma cambada de mal agradecidos pela viagem) resolve fazer um barulhinho do tipo “ah, eu não quero ir nessa coisa… eu quero ir embora… blábláblá, blábláblá…

Obviamente, nós não iríamos atropelar o nosso roteiro pro causa de bobagens, e mesmo com chuva, estávamos indo em direção a uma pneumonia (credo).

Nos despedimos da megalópole brasileira, a terra da garoa (e olhe que ironia, estava realmente garoando!). Eu até agüentei o caminho… Mas depois de certo tempo, para variar, eu estava dormindo… A surpresa veio quando eu acordei… O ônibus estava chegando ao parque aquático, o céu estava azul e o sol brilhava radiante, enchendo nossos corações de alegria (nossa, que profundo!).

Enquanto a maior parte do pessoal da viagem ficou se fazendo, indo para lá de calça, tênis e o escambau, o nosso pessoal já foi de bermuda, chinelo… Enfim, estávamos prontos para a diversão…

Logo na entrada vivemos alguns momentos bastante engraçados, como o fato deste que vos escreve ficar com uma bela dor de barriga, e uma cena bizarra do pessoal ajudando um ao outro a passar protetor solar… acho que se nós filmássemos, deixasse algumas cenas em câmera lenta, e colocássemos ao fundo, uma musica das Pussycat Dolls, seriamos um sucesso… Credo [2].

O parque não se compara a nenhum outro que eu já fui… E olha que eu passo o verão em uma cidade que tem dois muito bons… Não sei explicar, mas é um nível totalmente diferente, uma coisa mais organizada, mais profissional…

Nossa primeira parada foi naquilo que nós chamamos de “half”. Por que esse nome? Apenas pelo fato de que ele é igual a um half de skate… 12 metros de altura, seis metros de queda 100% vertical… Levando em consideração o meu medo de altura, é de se estranhar que eu tenha ido… Mas eu não poderia perder aquilo, caso contrario, iria me arrepender muito, muito, MUITO! Sim, eu estava completamente cagado de medo, mas valeu muito à pena… Tanto que ao longo do dia, nós voltamos lá mais umas quatro ou cinco vezes…

Depois fomos até o funil… Esse é um toboágua normal, mas que quando chega ao fim, vira uma espécie de funil (ah, olha o vídeozinho que você vai entender)… O legal aqui foi a queda… A piscina é muito funda… E eu não sei nadar… Sei apenas não me afogar… e o legal é que nesse momento, os salva vidas que deveriam estar ali para ajudar nesse momento ficar sentadões, aproveitando o sol…

OBS: Eu nem imagino quem é o cara do vídeo

Depois, passamos por um monte de lugares, brincamos em vários toboáguas, comemos pizza no almoço (que por sinal, custava o olho da cara. Depois disso, alguns fatos merecem ser comentados, como o sorvete, que custava cinco e pouco… e era um sorvete normal, da Nestlé… eu acho que ele guardava o elixir da vida, por esse preço… depois, foi a hora do descanso e a oportunidade de cada uma das 6.765 câmeras ali presentes tirar 89.389 fotos cada… ah, sem esquecer da segunda dor de barriga deste que vos escreve… Essa, divertiu bastante o pessoal (que encontrou utilidade para as sacolas do banheiro).

Fizemos tudo o que pessoas normais fariam em um parque aquático (e outras coisas que elas não fariam sob hipótese alguma). Então era de se esperar que o pessoal ficasse cansado… Com todo mundo pronto, voltamos ao ônibus, prontos para voltar para Tubarão, e conseqüentemente, para a vida real…

Cantamos a musica da barata mais um pouco, agüentamos até o tal do Fazendeiro para comer em um lugar caro, e ruim… Mas para variar, uma certa pessoa achou tudo muito gostoso… Acho que se servissem cocô, ele também iria achar gostoso…

Depois o que prosseguiu foi um sono coletivo… O ônibus ficou com um silencio raramente visto (acho que até o ônibus que eu pego na madrugada para voltar para Capão faz mais barulho que o nosso). Quando eu acordei, já estava quase gripado (não pergunte por que, hehehe) e não queria saber de mais nada, só de chegar em casa e poder descansar na minha cama… Resistimos bravamente a ultima hora da viagem e conseguimos voltar para os nossos lares, inteiros e com a sensação de dever cumprido…

Mas agora a gente quer voltar… =D

Uma resposta

  1. muito booom
    precisa publicar isso cara!
    ;*

Deixe uma resposta