Just for the record…

Enquanto eu não volto à ativa, eu aproveito o espaço para postar uma coisa que eu escrevi ontem. Não é nada demais, é apenas um textinho simples que eu fiz para a aula de planejamento grafico, mas que de tão simples, me agradou bastante:

Sempre me imaginei como um jornalista. Além de ter esse sonho desde a infância, todos os testes vocacionais que eu fazia davam como resultado a área da comunicação, com destaque no jornalismo, então era de se esperar que eu chegasse onde estou, cursando a faculdade que eu tanto queria. Mas foi necessário percorrer um grande caminho antes disso.

A começar pela aceitação dos pais. Minha mãe sempre esteve em cima do muro. Independente de que área que eu escolhesse, ela queria que eu fizesse faculdade e principalmente, que concluísse o curso, já que meus dois irmãos desistiram dela no meio (um deles por sinal fez vestibular no dia do meu aniversário, o que acabou com a festa que eu tanto queria, a de oito anos se eu não me engano, mas essa, é uma outra história que não vem ao caso agora). Meu pai por outro lado queria que eu fosse médico, advogado, ou qualquer outra coisa que, de acordo com ele, faria com que eu tivesse uma grande casa, e um carrão. Ele dizia o tempo todo que jornalismo não dava dinheiro.

Fim do colégio, a preocupação era com o vestibular. Pelo menos deveria ser, mas como eu não sabia o que fazer da vida (não sendo aquilo que eu queria), acabei perdendo todos os prazos de inscrição. Então o ano de 2006 serviu apenas para fazer nada. Sair com os amigos todos os dias. Futebol. Namorada. Eu havia me acomodado totalmente, mas mesmo assim sabia que faltava alguma coisa na minha vida. Tentando realizar os sonhos dos meus pais, e não os meus, acabei prestando vestibular para Administração (que só serviu pela experiência da primeira vez, que como todos sabem, a gente nunca esquece) e um curso de preparação para a escola militar (mas deste eu prefiro nem lembrar).

O fim do ano se aproximou, e eu descobri que os pais preferem deixar o orgulho de lado, e aceitar a escolha de um filho, do que ver ele acordando tarde todo santo dia, sem nenhuma ocupação. Assim, eu tive a oportunidade de fazer o que sempre quis. A chance de morar sozinho e aprender, com os meus próprios erros, a me tornar um adulto, um homem melhor, ao mesmo tempo em que realizo os meus sonhos.

Volto logo (espero) ;D

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